Vinho e Câncer
Apesar dos avanços da Medicina o câncer ainda é a segunda causa de morte no mundo, depois das doenças cardiocirculatórias, representando um grande problema de saúde.
As pessoas que bebem vinho moderadamente, durante as refeições e regularmente, tem 20% menos de chance de ter câncer de qualquer tipo. E as que têm câncer e bebem vinho da mesma maneira, tem sobrevida maior. E os pacientes que tem câncer e fazem tratamento com quimioterapia e radioterapia e bebem vinho regularmente, moderadamente, nas refeições, toleram bem mais este tratamento.
Essa proteção se deve aos polifenóis que agem bloqueando tanto o início, como o crescimento e disseminação da doença.
Alguns cânceres têm relação direta com o consumo de bebidas alcoólicas.
Isso significa dizer que quanto maior a ingestão de álcool maior o risco de ter a doença. Entre eles estão os cânceres de boca, pulmão, próstata, mama e intestino. Essa relação é verdadeira apenas para cervejas e destilado.
O vinho mostrou uma proteção ao desenvolvimento destas doenças. As mulheres que têm o hábito regular de beber vinho moderadamente têm 50% menos chance de desenvolver câncer de ovário.
Um estudo feito na Universidade de Davis mostrou que ratos cancerosos que receberam uma dieta com extrato seco de vinho tiveram uma sobrevida significativamente superior ao grupo controle.
Uma pesquisa realizada em uma Universidade da Carolina do Norte diz que a substância chamada Trans-Resveratrol ou Res, é conhecida por suas "propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas" e controla as atividades de uma proteína, que é capaz de ativar ou desativar certos genes no interior de um núcleo celular.
Os pesquisadores, que trabalharam com células de cultivo humano e de ratos, observaram que o Res modula a atividade duma proteína, que une o DNA ao interior do núcleo celular e genes ativos ou inativos.
Supostamente, o Res ajuda a desativar um mecanismo de proteção natural que resguarda as células cancerígenas de serem aniquiladas.
"Quando o Res estava ausente do cultivo in vitro, as células cancerosas sobreviveram, mas quando estava presente, provocou a morte dessas células" desencadeando a ação de um gene.


