Vinho e Obesidade
As universidades Louis Pasteur, Harvard e Kuopio publicaram um estudo científico no qual se comprova que o resveratrol, composto encontrado no vinho tinto, protege ratos de laboratório da obesidade.
Já haviam sido publicados outros estudos que indicavam que o resveratrol prolongava a vida de ratos de laboratório obesos.
A novidade deste novo estudo é que a substância pode revelar-se também benéfica ao impedir o aumento de peso, evitando o aparecimento da obesidade e condições relacionadas.
Já se sabia, que a integração de resveratrol na dieta alimentar conduzia as fibras musculares dos animais a consumir grandes quantidades de oxigênio, tanto durante o exercício físico como durante períodos de inatividade, o que implica um elevado consumo energético.
O novo estudo investigou o fenômeno a nível microscópico, ou seja, percebendo a ação da substância ao nível molecular.
Concluiu-se que o resveratrol atua nas mitocôndrias, ativando uma proteína que aumenta a atividade de uma outra proteína, esta, diretamente envolvida na função mitocôndrial.
É este efeito biomolecular que protege os ratos de laboratório do aumento de peso e, portanto, da obesidade.

- Patrícia Santos - CONFAGRI
O vinho, principalmente o tinto seco (que é menos calórico), em quantidade que não ultrapasse 10% do valor calórico de toda a dieta, é muito favorável para o obeso.
Muitas clínicas de emagrecimento incluem o vinho no seu cardápio.
Alguns polifenóis que existem no vinho tinto destroem os adipócitos (células gordurosas) por inibição de enzimas metabolizadoras de gordura como a lípase pancreática, a lípase lipoprotéica e a glicerofosfatodesidrogenase.
Os polifenóis do vinho diminuem a resistência das células a Insulina (melhorando o aproveitamento dos carboidratos pelo organismo) e com isso a quantidade de Insulina circulante (o que sempre está relacionado com uma série de reações metabólicas que culminam com ganho de peso).


