Vinho e Osteoporose
A osteoporose é uma situação clínica onde há perda de massa óssea, favorecendo as fraturas.
Ela ocorre com mais freqüência em pessoas acima dos 45 anos, principalmente em mulheres, sobretudo na menopausa, quando diminui muito, a produção de estrógeno que são importantes na manutenção da arquitetura óssea.
Um estudo reuniu um número impressionante (7.598) de mulheres com mais de 75 anos, recrutadas em 5 centros diferentes da França, entre 1992 e 1994.
Ele mostrou que as mulheres que tomam de 1 a 3 taças de vinho por dia (sobretudo o tinto) junto com as refeições, ganham massa óssea e têm uma proteção ao desenvolvimento de osteoporose.
Esse efeito protetor do osso se deve a três dos componentes do vinho:
- Álcool
- Quercitina e
- Resveratrol.
O álcool, em doses baixas (até 30 g por dia), age principalmente inibindo a atividade dos osteoclastos – as células que destroem o osso.
Acima dessa dose o efeito é danoso ao metabolismo ósseo e aumenta os riscos de fraturas. Isso ocorre porque em doses altas o álcool passa a ter um efeito tóxico direto e indireto sobre o osso.
Essa ação é do álcool e, portanto comum a todas as bebidas alcoólicas. A Quercitina é um polifenol da uva encontrado em quantidade apreciável nos vinhos tintos.
Ela tem um efeito direto sobre o osso aumentando a ação dos osteoblastos (células formadoras de osso) e inibindo os osteoclastos (células que destroem osso).
Esse é um benefício encontrado apenas nos vinhos, sobretudo os tintos.
O Resveratrol tem uma estrutura química e funcional semelhante às dos hormônios femininos, que como bem sabemos são usados para tratamento da osteoporose pela sua capacidade de evitar a perda e de regenerar o tecido ósseo.


